Ago 29 2007

Às Mães

Publicado por Carlos Gil em 1:00 em Crescimento Pessoal

Por Roberto Shinyashiki

Nunca deixe de cuidar de você. Ame sua família, mas ao mesmo tempo construa sua vida com autonomia. É muito bom obter sucesso sem culpa. Lembre sempre que você tem direito à sua vida, aos seus sonhos, à sua carreira.

Mãe! O seu amor tem o poder de mover o universo. A paixão que você dedica aos seus filhos faz com que eles se sintam as pessoas mais importantes do mundo. Porém neste dia em que todos te beijam, gostaria que cuidasse mais de você, que amasse sua família, mas ao mesmo tempo construísse sua vida com autonomia.
Percebo que a maior fraqueza da mulher em seus relacionamentos tem sido colocar a felicidade nas mãos de outra pessoa — nas do marido, dos filhos ou até do chefe. Essa tendência de viver para os outros leva-a constantemente a querer provar que é legal, capaz e digna de ser amada na esperança de que, ao receber o reconhecimento dos outros, garanta a sua paz.
Nesse estilo de vida, em que descuida de si mesma, de seus desejos, de sua vocação, acaba ficando dependente e solitária. Nesse caso, tende a aceitar a solidão como se fosse uma maldição inevitável ou acaba fazendo os outros se sentir culpados para conseguir sua companhia. Quando uma mulher tem consciência de sua capacidade de realizar-se no amor e na profissão, não fica dependendo de um homem para ser feliz; sabe conquistá-lo, é romântica sem ser melosa, firme sem ser autoritária e idealista sem ser utópica.
Cada vez mais as mulheres estão conseguindo seu espaço no mercado de trabalho. Hoje, mais da metade da população feminina trabalha em empresas, em consultórios, escritórios e vai em busca de sua autonomia, da auto-realização, de ser independente do homem. É muito bom obter sucesso sem culpa, pois você tem direito à sua vida, à sua carreira, ao reconhecimento e não precisa se sentir culpada.
As mães que, na maioria, ficam em casa para cuidar dos filhos em período integral acabam exagerando na necessidade que os filhos têm delas. Começam, como dizia minha mãe, a procurar pêlo em ovo para sentir-se imprescindíveis. Na verdade, seus filhos não precisam de você vinte e quatro horas por dia, mas de espaço para crescer, para assumir responsabilidades e superar desafios. Quando uma mãe não desenvolve sua autonomia, quando se sente culpada por deixar os filhos em algum momento do dia, lá na frente, depois dos 50 ou 60 anos, vai querer mandar a conta para alguém. A conta vem acompanhada de frases do tipo: “Eu, que dediquei toda a minha vida a você, recebo como recompensa o seu abandono! Você é ingrata, quer ir para o exterior estudar, mudar para outra cidade, sair de casa, nem se preocupa em ligar todos os dias para sua mãe!”
Normalmente a conta é alta, quase impossível de pagar. A única maneira de uma pessoa respeitar a autonomia dos outros é ser autônoma, administrar a própria vida e não cobrar dos outros uma dívida que eles não queiram assumir. E eu gostaria de lembrar-lhe que você tem direito à sua vida, aos seus sonhos, aos seus planos para, construindo seu caminho, trazer no rosto o sorriso de quem soube vencer. Esta é minha homenagem pelo que você faz pela família…
Roberto Shinyashiki é psiquiatra, palestrante e autor de 13 títulos, entre eles: Os Segredos dos Campeões, Tudo ou Nada, Heróis de Verdade, Amar Pode Dar Certo, O Sucesso é Ser Feliz e A Carícia Essencial (www.clubedoscampeoes.com.br)

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