Ago 17 2008

A BARRIGA DE CERVEJA

Publicado por Carlos Gil em Geral

Reza a lenda que quem bebe muita cerveja fica com uma barriguinha saliente quase impossível de perder. De fato, qualquer bebida alcoólica tem muita caloria. Mas, é uma série de factores que vai dar origem àquela protuberância indesejada. Genética, mais sedentarismo, mais péssima alimentação, mais cerveja em excesso, certamente resultam em má forma.

Médicos dizem que o fato de a cerveja ser uma bebida fermentada faz com que cause a sensação de inchaço. Quando consumida em excesso, leva à formação de gases e conseqüente distenção abdominal, dando origem à barriguinha de chopp. No entanto, só uma série de factores combinados pode fazer com que essa barriguinha se desenvolva ou não.

O maior problema de todos é que o choppinho sempre vem acompanhado de tira-gostos normalmente ricos em gordura como batata ou lingüiça frita. A quantidade de calorias ingerida é enorme, o que leva ao acúmulo de gordura.

Perder a barriga de cerveja não é uma tarefa fácil. A gordura que fica na parte interna da região abdominal é mais perigosa por se localizar entre os órgãos vitais do corpo humano.

Para eliminá-la é preciso uma reeducação alimentar, um programa de treinamento específico e reduzir as tulipas consumidas. O melhor é procurar um perito em nutrição e montar um programa com ele.

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Ago 16 2008

O Poder do Mito por Joseph Campbell

Publicado por Carlos Gil em Geral

Por que mitos? Por que nos importarmos com eles? O que eles têm a ver com nossas vidas?

Um de nossos problemas, hoje em dia, é que não estamos familiarizados com a literatura do espírito. Estamos interessados nas notícias do dia e nos problemas práticos do momento. Antigamente, o campus de uma universidade era uma espécie de área hermeticamente fechada, onde as notícias do dia não se chocavam com a atenção que você era estimulado a ter em se dedicar à vida interior, no aprender, e onde não se misturava com a magnífica herança humana que recebemos de Platão, o Buda, Goethe e outros, que falam de valores eternos e que dão o real sentido à vida.

As literaturas grega e latina e a Bíblia costumavam fazer parte da educação de toda gente. Tendo sido surprimidas, em prol de uma educação concorde com uma sociedade industrial, onde o máximo que se exige é a disciplina para um mercado de trabalho mecanicista, toda uma tradição de informação mitológica do ocidente se perdeu. Muitas histórias se conservavam na mente das pessoas, dando uma certa perspectiva naquilo que aconteciam em suas vidas. Com a perda disso, por causa dos valores pragmáticos de nossa sociedade industrial, perdemos efetivamente algo, porque não posuímos nada para por no lugar. Essas informações, proveninetes de tempos antigos, têm a ver com os temas que sempre deram sustentação à vida humana, construíram civilizações e formaram religiões através dos séculos, e têm a ver com os profundos problemas interiores, com os profundos mistérios, com os profundos limiares de nossa travessia pela vida, e se você não souber o que dizem os sinais deixados por outros ao longo do caminho, terá de produzi-los por conta própria.

Quer dizer que contamos histórias para tentar entrar em contato com o mundo, para nos adaptarmos à realidade?

Sim. Por exemplo, grandes romances podem ser excepcionalmente instrutivos, porque a única maneira de você descrever verdadeiramente o ser humano é através de suas imperfeições. O ser humano perfeito é desinteressante. As imperfeições da vida, por serem nossas, é que são apreciáveis. E, quando lança o dardo de sua palavra verdadeira, o escritor fere. Mas o faz com amor. É o que Thomas Mann chamava “ironia erótica”, o amor por aquilo que você está matando com a sua palavra cruel. Aquilo que é humano é que é adorável. É por essa razão que algumas pessoas têm dificuldade de amar a Deus; nele não há imperfeição alguma. Você pode sentir reverência, respeito e temor, mas isso não é amor. É o Cristo na cruz, pedindo ao Pai que afaste seu cálice de sofrimento, e que chora por Lázaro morto, que desperta nosso amor.

Aquilo que os seres humanos têm em comum se revela nos mitos. Eles são histórias de nossa vida, de nossa busca da verdade, da busca do sentido de estarmos vivos. Mitos são pistas para as potencialidades espirituais da vida humana, daquilo que somos capazes de conhecer e experimentar interiormente. O mito é o relato da experiência de vida.
A mente racional, analítica, o lado esquerdo do cérebro se ocupa do sentido, da razão das coisas. Qual é o sentido de uma flor? Dizem que um dia perguntaram isso ao Buda, e ele simplesmente colheu uma flor e a deu ao seu interlocutor. Apenas um homem compreendera o que Buda queria demonstrar. Racionalmente, não fazia sentido esse gesto. Ora, mas podemos fazer a mesma pergunta para algo maior: qual é o sentido do universo? Ou qual o sentido de uma pulga? A única resposta realmente válida está exatamente alí, no existir. Qualquer formulação racional nos dá uma idéia linear da coisa, mas mata a beleza da coisa em si. Estamos tão empenhados em realizar determinados feitos, com o propósito de atingir objetivos de um outro valor, linear e longe da vibração da vida, que nos esquecemos de que o valor genuíno, o prodígio de estar vivo, é o que de fato conta. É por isso que as grandes questões filosóficas, embora sejam de fundamental importância para todos, acabam sendo a preocupação de apenas uma ínfima minoria da população. Eles esqueceram de que o valor genuíno, o prodígio de estar vivo, é o que de fato conta, e preferem se acomodar aos papeis de uma vida burguesa e adaptada ao sistema capitalista, deixando que outros, atualmente os políticos e os cientístas, tomem as decisões mais complexas por eles. Mas todos já foram crianças curiosas, não foram? A curiosidade infantil é a mesma curiosidade do filósofo. Cristo está certo quando fala que só “quem se faz como um destes pequeninos, entrará no Reino dos céus”. Bom, e como podemos resgatar um pouco de nosso grande potencial humano? Lendo mitos. Eles ensinam que você pode se voltar para dentro. Busque-os e você começa a entender as suas mensagens. Leia mitos de outros povos, pois lendo mitos alheios você começara a perceber que alguns enredos são universais. Por exemplo, a lenda do Graal. A busca dos caveliros do Rei Arthur pelo Graal representa o caminho espiritual que devemos fazer e que se estende entre pares de opostos, entre o perigo e a bem-aventurança, entre o bem e o mal, pois não há nada de importante na vida que não exija sacrifícios e algum perigo.

O tema da história do Graal diz que a terra está devastada, e só quando o Graal for reencontrado poderá haver a cura da terra. E o que caracteriza a terra devastada? É a terra em que todos vivem uma vida inautêntica, fazendo o que os outros fazem, fazendo o que são mandados fazer, desprovidos de coragem para uma vida própria. Esquecem-se que são seres únicos, cada indivídiuo sendo uma pessoa diferente das demais. A beleza de uma terra rica está exatamente na convivência dos diferentes, não na mistura deles. Se temos um lugar ou uma era em que todos se alienam e fazem a mesma coisa, temos a terra devastada: “Em toda a minha vida nunca fiz o que queria, sempre fiz o que me mandaram fazer”.

O Graal se torna aquilo que é logrado e conscientizado por pessoas que viveram suas próprias vidas. O Graal representa (simboliza) o receptáculo das realizações das mais altas potencialidades da consciência humana.

O rei que incialmente cuidava do Graal, por exemplo, era um jovem adorável, mas que, por ainda ser muito jovem e cheio de anseios de vida, acabou por tomar atitudes que não se coadunavam com a posição de rei do Graal. Ele partiu do castelo com o grito de guerra “Amor!”, o que é próprio da juventude, mas que não se coaduna com a condição de ser rei do Graal. Ele parte do castelo e, quando cavalgava, um muçulmano, um não cristão, surgiu da floresta (a floresta representando o nível desconhecido do nosso psiquismo). Ambos erguem as lanças e se atiram um contra o outro. A lança do rei Graal mata o pagão, mas a lança do pagão castra o rei Graal.

O que isto quer dizer é que a separação que os padres da igreja fizeram entre matéria e espírito (já que Jesus sempre se referia ao Reino como um campo em que um semeador saiu a semear, ou uma rede atirada ao mar, ou a uma festa de núpcias, ou sobre as aves do céu e os lírios do campo, está claro que esta divisão pré-cartesiana foi fruto da mentalidade patriarcal dos pais da igreja, não do Cristo), entre dinamismo da vida e o reino do espírito, entre a graça natural e a graça sobrenatural, na verdade castrou a natureza. E a mente européia, a vida européia, tem sido emasculada por essa separação. A verdadeira espiritualidade, que resultaria da união entre matéria e espírito, tal como era praticada pelos Druidas, foi morta. O que representava, então, o pagão? Era alguém dos subúrbios do Éden. Era um homem que veio da floresta, ou seja, da natureza mais densa, e na ponta de sua lança estava escrita a palavra “Graal”. Isso quer dizer que a natureza aspira ao Graal. A vida espiritual é o buquê, o perfume, o florescimento e a plenitude da vida humana, e não uma virtude sobrenatural imposta a ela. Desse modo, os impulsos da natureza são sagrados e dão autenticidade à vida. Esse é o sentido do Graal: Natureza e espírito anseiam por se encontrar uma ou outro, numa atitude holística. E o Graal, procurado nestas lendas românticas, é a reunião do que tinha sido divido, o seu encontro simboliza a paz que advém da união.

O Graal que é encontrado se tornou o símbolo de uma vida autêntica, vivida de acordo com sua própria volição, de acordo com o seu próprio sistema de impulsos, vida que se move entre os pares de opostos, o bem e o mal, a luz e as trevas. Uma das versões da lenda do Graal começa citando um breve poema: “Todo ato traz bons e maus resultados”. Todo ato na vida desencadeia pares de opostos em seus resultados. O melhor que temos há fazer é pender em direção da luz, na direção da harmonia entre estes pares, e que resulta da compaixão pelo sofrimento, que resulta de compreender o outro. É disso que trata o Graal. É isso o que Buda quis dizer por tomar o caminho do meio. É isso o que significa estar cruxificado entre o bom e o mal ladrão e ainda orar ao Pai…

Histórias ou contos de fadas são histórias com motivos mitológicos desenhadas especialmente para as crianças. Elas frequentemente falam de uma menininha no limiar da passagem da infância para a descoberta da sexualidade. É por isso que chapeuzinho vermelho veste uma capa vermelha. Algo nela exige, sem que ela queira, que ela faça o percurso pelo meio da floresta (nosso lar de origem, onde se esconde nossos instintos), até chegar à casa da vovó (a cultura tradicional que devemos respeitar). Chapeuzinho está em fase de transição. A capa vermelha lembra o sangue da menstruação. A jovem é algo muito atraente para o Lobo. Ainda hoje dizemos que um homem apaixonado e desejoso por uma mulher é um lobo. E ela não pode evitar de conversar com o Lobo no meio da caminho. O Lobo a atrai também. Na história original, chapeuzinho se transforma numa loba, ela sabe que a velha cultura repressora deve ser morta para que ela possa sentir o que deseja. Ela entende o sofrimento do lobo.
Uma outra históra semelhante é a da Bela Adormecida. Ao completar dezesseis anos, a princesa parece hesitar diante da crise da passagem da infância à idade adulta e se sente atraída a furar o dedo na roca que a fará adormecer. Enquanto dorme, o príncipe ultrapassa todas as barreiras que ela, sem querer, levantou contra a sua maturação e vem oferecer a ela uma boa razão para aceitar crescer. O beijo mostra que crescer, ao final de contas, tem seu lado agradável. Todas aquelas histórias coletadas pelos irmãoes Grimm representam a menininha paralisada. Todas aquelas matanças de dragões e travessias de limiares têm a ver com a ultrapassagem da paralização, com a superação dos demônios internos.

Os rituais das “primitivas” cerimônias de iniciação têm sempre uma base mitológica e se relacionam ou à eliminação do ego infantil quando vem à tona o adulto, ou visa à por a prova o iniciado aos próprios medos e demônios internos. No primeiro caso, a coisa é mais dura para o menino, já que para a menina a passagem se dá naturalmente. Ela se torna mulher quer queira ou não, mas o menino, primeiro, tem de se separar da própria mãe, encontrar energia em si mesmo, e depois seguir em frente. É disso que trata o mito do “Jovem, vá em busca de seu pai”. Na Odisséia, Telêmaco vive com a mãe. Quando completa vinte anos, Atena vem a ele e diz: “Vá em busca de seu pai”. Este é o tema em todas as histórias. Às vezes é um pai místico, mas às vezes, como na Odisséia, é o pai físico.

O tema fundamental nos mitos é e sempre será a da busca espiritual. Vemos que nas vidas dos grandes Mestres espirituais da Humanidade sempre nascem lendas e mitos ligados a eles, figuras históricas reais. A história real de Jesus, por exemplo, parece representar uma proeza heróica universal. Primeiro, ele atinge o limite da consciência do seu tempo, quando vai à João Batista para ser batizado. Depois, ultrapassa o limiar e se isola no deserto, por quarenta dias. Na tradição judáica, o número 40 é mitologicamente significativo. Os filhos de Israel passaram quarenta anos no cativeiro, Jesus passou quarenta dias no deserto. No deserto, Jesus sofreu três tentações. Primeiro, a tentação econômica, quando o Diabo diz: “Você parece faminto, meu jovem! Por que não transformar estas pedras em pão?” Depois vem a tentação política. Jesus é levado ao topo da montanha, de onde avista as nações do mundo, e o Diabo diz: “Tudo isto te darei, se me adorares”, que vem a ser uma lição, ainda não compreendida hoje, sobre o quanto custa ser um político bem-sucedido. Jesus recusa. Finalmente o Diabo diz: “Pois bem, já que você é tão espiritual, vamos ao topo do templo de Herodes e atira-te lá embaixo. Deus o acudirá e você não ficará sequer machucado”. Isto é conhecido como enfatuação espiritual. Eu sou tão espiritual que estou acima das preocupações da carne e acima deste mundo. Mas Jesus é encarnado, não é? Então ele diz: “Você não tentará o senhor, teu Deus”. Essas são as três tentações de Cristo, tão relevantes hoje quanto no ano 30 de nossa era.

O Buda, também, se dirige à floresta e lá entretem conversações com os gurus da época. Então ultrapassa-os e, após um período de provações e de busca, chega à árvore boddhi, a árvore da iluminação, onde igualmente enfrenta três tentações (isso quinhentos anos antes de Cristo). A primeira tentação é a da luxúria, a segunda, a do medo e a terceira, a da submissão à opinião alheia.

Na primeira tentação, o Senhor da Luxúria exibe suas três belíssimas filhas diante de Sidarta. Seus nomes são Desejo, Satisfação e Arrependimento - passado, presente e futuro. Mas o Buda, que já se havia libertado do apego a toda a sensualidade, não se comoveu.

Então o Senhor da Luxúria se transformou no senhor da Morte e lançou contra Sidarta, o Buda, todas as armas de um exército de monstros. Se Sidarta se apavorar, todas as armas se materializariam. Mas o Buda tinha encontrado em si mesmo aquele ponto imóvel, interior, o self, como diria Jung, que pertence à eternidade, intocado pelo tempo. Uma vez mais não se comoveu e as armas atiradas se transformaram em flores de reverência.

Finalmente, o Senhor da Luxúria e da Morte se transformou no temível Senhor dos Deveres Sociais, e perguntou: “Meu jovem, você não leu os jornais da manhã de hoje? Não sabe o que há para ser feito?” A resposta do Buda foi simplesmente tocar o chão com as pontas dos dedos da sua mão direita. Então a voz da deusa-mãe/deus-pai do universo se fez ouvir no horizonte, dizendo: “Este aqui é meu filho amado, e já se doou de tal forma ao mundo que não há mais ninguém aqui a quem dar ordens. Desista dessa insensatez.” Enquanto isso, o elefante, no qual estava o Senhor dos Deveres Sociais, curva-se em reverência ao Buda e toda a côrte do Antagonista se dissolveu, como num sonho. Naquela noite, o Buda atigiu a iluminação e permaneceu no mundo, pelos cinqüenta anos seguintes, ensinando o caminho da extinção dos grilhões do egoísmo.

Pois bem, as duas primeiras tentações - a do desejo e a do medo - são as mesmas que Adão e Eva parecem ter experimentado, de acordo com o extraordinário quadro de Ticiano, concebido quando o pintor estava com noventa e quatro anos de idade. A árvore é o mitológico aix mundi, aquele ponto em que tempo e eternidade, movimento e repouso, são um só, e ao redor do qual revolvem todas as coisas. Ela aparece alí, representada apenas em seu aspecto temporal, como a árvore do conhecimento do bem e do mal, ganho e perda, desejo e medo. À direita está Eva, que vê o Tentador sob a forma de uma criança, oferecendo-lhe a maçã, e ela é movida pelo desejo. Adão, do lado oposto, vê os pés monstruosos do tentador ambicioso, e é movido pelo medo. Desejo e medo: eis as duas emoções pelas quais é governada toda a vida na terrra. O desejo é a isca, a morte é o arpão.

Adão e Eva se deixaram tocar; o Buda, não. Adão e Eva deram origem à vida e foram estigmatizados por Deus; o Buda ensionou a libertar-se do medo de viver.

No filme de Geoge Lucas, Guerra nas Estrelas o vilão Darth Vader representa uma figura arquetípica. Ele é um monstro porque não desenvolveu a própria humanidade. Quando ele retira a sua máscara, o que vemos é um rosto informe, de alguém que não se desenvolveu como indivíduo humano. Ele é um robô. É um burocrata, vive não nos seus próprios termos, mas nos termos de um sistema imposto. Este é o pergio que hoje enfrentamos, como ameaça às nossas vidas. O sistema vai conseguir achatá-lo e negar a sua própria humanidade, ou você conseguirá utilizar-se dele para atingir seus propósitos humanos? Como se relacionar com o sistema de modo a não o ficar servindo compulsivamente? O que é preciso é aprender a viver no tempo que nos coube viver, como verdadeiros seres humanos. E isso pode ser feito mantendo-se fiel aos próprios ideais, como Luke Skywalker no filme, rejeitando as exigências impessoais com que o sistema pressiona. Ainda que você seja bem sucedido na vida, pense um pouco: Que espécie de vida é essa? Que tipo de sucesso é esse que o obrigou a nunca mais fazer nada do que quis, em toda a sua vida? Vá aonde seu corpo e a sua alma desejam ir. Não deixem que escolham por você. Quando você sentir que encontrou um caminho, que é por alí, então mantenha-se firme no caminho que você escolheu, e não deixe ninguém desvia-lo dele.

Você poderá dizer: “isso é ótimo para a imaginação de um George Lucas ou para as teorias de um Joseph Campbell, mas não é o que acontece em minha vida”.

Errdo! Você pode apostar que acontece, sim - e se a pessoa não for capaz de reconhece-lo, isso poderá transforma-lo num Darth Vader. Se o indivíduo insiste num determinado programa e não dá ouvidos ao próprio coração, corre o risco de um colapso esquizofrênico. Tal pessoa colocou-se a si mesma fora do centro, alistou-se num programa de vida que não é, em absoluto, aquilo em que o corpo está interessado. O mundo está cheio de pessoas que deixaram de ouvir a si mesmos, ou ouviram apenas os outros, sobre o que deviam fazer, como deviam se comportar e quais os valores segundo os quais deveriam viver. Mas qualquer um tem potencialidade para correr e salvar uma criança. Está no interior de cada um a capacidade de reconhecer os valores da vida, para além da preservação do corpo e das ocupações do dia-a-dia.

Os mitos estimulam a tomada de consciência da sua perfeição possível, a plenitude da sua força, a introdução da luz solar no mundo. Destruir monstros é destruir coisas sombrias. Os mitos o apanham, lá no fundo de você mesmo. Quando menino, você os encara de um modo. Mais tarde, os mitos lhe dizem mais e mais e muito mais. Quem quer que tenha trabalhado seriamente com idéias religiosas ou míticas sabe que, quando crianças, nós as aprendemos num certo nível, mas depois outros níves se revelam. Os mitos estão muito perto do inconsciente coletivo, e por isso são infinitos na sua revelação.
Joseph Campbell

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Ago 15 2008

Hoje é Feriado!

Publicado por Carlos Gil em Geral

Hoje é Feriado e é dia de anos do Gil da Tia!!!

Fica aqui um vídeo para te desejar feliz aniversário!!!

Akele abraço!!!!

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Ago 14 2008

Coragem para conquistar o mundo

Publicado por Carlos Gil em Crescimento Pessoal

Nesta semana quero reforçar alguns conceitos que vão fazer você caminhar alguns passos à frente. Já aprendemos que nossas atitudes determinam nosso destino, e mudar de atitude é mudar a cabeça, a nossa visão. Pois bem, é aí que começa o grande desafio. Para mudar, temos de ter coragem para abandonar o velho e adotar o novo. E o que mais atrapalha esse processo é o maldito medo. Enfrentar esse medo significa ousar, e quem não arrisca não conquista.

A origem do medo é simples: ele está na maldade que costuma povoar a cabeça das pessoas em geral. É, gente, o mundo é perverso. Maldade é a capacidade fantasiosa, uma distorção. E estamos viciados nessa distorção. Quer ver? Conheço um homem de quem todo mundo fala que só pensa em dinheiro. Ele realmente é uma pessoa próspera, começou muito cedo; uma criatura cheia de idéias. Só que, para concretizá-las, ele precisa de dinheiro. Se não tem, ele não faz e não se realiza. O barato desse rapaz é concretizar. E o povo só quer saber de criticá-lo. Assim é a maldade.

Eu também passei por isso. Para viabilizar meus projetos, precisei de dinheiro. Mas não é o dinheiro em si, mas sim a obra. Já ouvi, inclusive, que eu, Gasparetto, comercializei o espiritismo. Ora, faça-me o favor! É impressionante como o preconceito e a maldade impedem o ser humano de olhar a obra do indivíduo. Pensem nisso, viu gente?

Outra coisa que quero que vocês observem é essa tendência que temos para o mal; essa predileção de cultivar a fantasia catastrófica. Quando a gente dá ouvidos àqueles pensamentos ruins - as malditas amebas -, perdemos o entusiasmo, e o nosso espírito se fecha, bloqueando todos os caminhos. É aí que quero chegar. O medo segura e você paga o preço de não ter feito o que deveria, pois ele nega o nosso poder e a vida cheia de abundância. O medo é também a falta de coragem de falar NÃO para as amebas.

A coragem, pessoal, começa quando enfrentamos a cabeça mórbida. Fantasias destrutivas, fantasmas que inventamos, horrores e monstros são primitivos. Não é new age. A natureza não vai punir ninguém. Muito pelo contrário, ela só vai apoiar os corajosos. Vamos, então, fazer um novo mundo. Você quer a nova era? Chegou, então, a sua vez de fazer alguma coisa. Tenha coragem de ir para o novo. Desafie esse sistema que está cheio de maldade, de deformação, deturpação, doença, medo, culpa, covardia e traição.

Estamos numa guerra, sim! E precisamos lutar contra toda essa perversão. Sabemos que existem fraquezas e que elas precisam ser fortalecidas. Sabemos também da ignorância, que precisa ser esclarecida e nada mais. Vamos enxergar a claridade de um novo sentimento! A única coisa que segura a humanidade é a nuvem do medo e aqueles que se deixam dominar por ela. Ou aqueles que não têm coragem de assumir o próprio espírito. Não é fácil, mas é o único caminho que temos para uma vida melhor.

Desperte para a nova era. As forças espirituais estão fazendo de tudo por nós. Fortalecendo, inclusive, as novas idéias. Vamos escrever a nova história com a caneta das nossas atitudes. Para tanto, você precisa olhar para si mesma com integridade e orgulho. “Eu sou, eu posso, eu faço e sou maravilhosa. Sou inteiramente incorreta para esse mundo e perfeita para criar um novo mundo.” A força dessas idéias revitaliza, revigora e abre portas.

Luiz Antonio Gasparetto, escritor e autor de 26 livros sobre desenvolvimento emocional

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Ago 13 2008

Família come só alimentos orgânicos para provar sustentabilidade

Ela não protestou nua, nem fez greve de fome, nem abraçou árvores, mas conseguiu uma vitória considerável para qualquer ativista ecológico. Para provar a viabilidade da agricultura sustentável e a importância de pensar a alimentação politicamente, a escritora Bárbara Kingsolver e sua família viveram um ano só comendo alimentos orgânicos que produziam na própria fazenda ou trocavam com pequenos agricultores vizinhos.
A experiência hercúlea, narrada sem perder o bom humor, é contada no livro “O Mundo É o que Você Come” (ed. Nova Fronteira), que está sendo lançado no Brasil.

Formados em biologia, a autora e seu marido, Steven L. Hopp, sempre foram ligados ao campo e à natureza. O casal tentava ao máximo levar um estilo de vida natural e saudável com as duas filhas em Tucson, segunda maior cidade do Estado americano do Arizona. Eles moravam em um sítio, cultivavam legumes e passavam as férias na fazenda da família no interior da Virgínia. Mas dois anos de seca na região de clima árido geraram uma piora progressiva na qualidade de vida.
Assim, os antigos planos para uma vida rural ficaram mais atraentes a partir de 2004. “Bebíamos a água que as autoridades garantiam ser potável, mas elas desaconselhavam o uso nos aquários porque matavam os peixes”, disse a filha mais velha do casal, Camille, 21, em entrevista por telefone à Folha. A estudante de biologia garante que a mudança foi compartilhada por todos. “Havia o plano de produzir alimentos próprios. Mas o Arizona era um deserto com poucas opções de culturas familiares viáveis.”
http://organicosdobrasil.blogspot.com

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Ago 12 2008

A magia da Broadway

Publicado por Carlos Gil em Geral

Quando se visita Nova Iorque pela primeira vez, torna-se imprescindível visitar a Broadway, o símbolo mundialmente famoso da magia do teatro. Antes dos espectáculos começarem, acendem-se milhões de lâmpadas que transformam a noite em dia; nessa hora, a Broadway torna-se verdadeiramente um local encantado.
Em plena Manhattan, nesse bairro dos teatros e cinemas encontram-se mais de 30 casas de espectáculos, localizadas a Leste e Oeste da longa avenida em diagonal chamada Broadway, entre as ruas 41 e 53. Um passeio por essas ruas equivale a percorrer a história do teatro. Por exemplo, no Nederlander, na rua 41, outrora chamado National, Orson Welles, então com 22 anos, encenou em 1937 a sua controversa produção do Julius César, na qual os soldados de César envergavam uniformes fascistas.
Grande parte da mística da Broadway deriva da lendária rua 42, exaltada no musical de 1980, do mesmo nome. Essa comédia musical, de ritmo contagiante, apresentava a Broadway como o objectivo máximo daqueles que aspiravam tornarem-se estrelas do palco. Praticamente todos os anos, jovens desconhecidos tornam-se famosos. Há mais de meio século, um jovem cantor magrinho fez sua grande estreia cantando no show de Benny Goodman, no agora desaparecido Paramount Theater, na rua 43. O seu nome, evidentemente, era Frank Sinatra.
E a corista de The Pajama Game, de 1954, que era suplente de Carol Haney, a protagonista número dois? Carol adoeceu, a corista entrou em cena e dançou e cantou maravilhosamente bem. Ela chamava-se Shirley MacLaine; havia um produtor cinematográfico assistindo ao espectáculo, e foi assim que ela se tornou uma grande estrela do palco e da tela.
A Times Square nasceu em 1904, quando o New York Times edificou o prédio e mudou o nome da praça, que dantes se chamava Long Acre Square; é ali que a Broadway bifurca com a Sétima Avenida. Para Oeste, ficava naquele tempo a chamada «Cozinha do Inferno» (Hell’s Kitchen), desordeiro bairro operário frequentemente retratado nos melodramas de Jimmy Cagney. A um quarteirão para Leste, ficava a linha férrea elevada da Sexta Avenida. Passado pouco tempo, na Times Square e nas ruas vizinhas foram construídos novos e elegantes teatros, com os elaborados letreiros de néon que deram à Broadway o cognome duradouro de «Grande Caminho Branco» (The Great White Way).

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Ago 11 2008

Projecto “Las Vegas” na Europa. Espanha

Publicado por Carlos Gil em Curiosidades, youtube

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Ago 10 2008

Provérbio da Agricultura

Publicado por Carlos Gil em Geral

” Ano de ameixas, ano de queixas ”

Realmente este ano houve mesmo muita ameixa…

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Ago 09 2008

Para alegrar o seu dia hoje, veja este vídeo do pequeno Ethan

Publicado por Carlos Gil em Geral

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Ago 08 2008

Estudo revela que a felicidade cresce no mundo todo

Publicado por Carlos Gil em Geral

Comportamento
Pesquisa revela que felicidade cresce no mundo todo
Redação SRZD | Comportamento | 02/07/2008 11:00:00

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Um estudo da Universidade de Michigan sobre o bem-estar mundial revelou que, apesar das constantes altas nos preços do combustível e da comida, o mundo inteiro está ficando mais feliz.

A pesquisa media a felicidade dos entrevistados por meio de duas perguntas: “levando tudo em consideração, você se diria muito feliz, feliz, um pouco feliz, ou nem um pouco feliz?” e “o quão satisfeito você está com sua vida?”.

Comparando os resultados com os de um estudo similar realizado há 20 anos, comprovou-se que todos estão bem mais felizes, conta Ronald Inglehart, cientista político do Instituto de Pesquisa da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.

Para ele, há uma relação forte entre felicidade e paz, e também entre paz e democracia. “Democracias são menos suscetíveis a entrarem em conflito umas com as outras do que não-democracias”, diz Inglehart.

No ranking de “países mais felizes”, a Dinamarca aparece em primeiro e o Zimbábue, sofrendo com a inflação e a contínua crise política, em 97º lugar, amarga a última colocação. Quase todos os países do fim da lista vivem regimes autoritários e uma realidade de intensa pobreza.

Entre os mais tristes, Moldávia e Armênia, que têm uma longa história de governos repressivos, aparecem em segundo e terceiro lugares, respectivamente, e estão à frente de países como o Iraque, que é ?apenas? o sétimo nos dez mais da tristeza.

Os pesquisadores atribuíram o primeiro lugar da Dinamarca à sua prosperidade, estabilidade e governo democrata. A questão financeira, no entanto, parece não ser o elemento mais importante para a felicidade, de acordo com a pesquisa.

Os EUA, nação mais rica do mundo, terminaram em décimo sexto lugar, enquanto Colômbia e Porto Rico aparecem logo após a Dinamarca, seguidos de Islândia, Irlanda do Norte, Irlanda, Suíça, Holanda, Canadá e Áustria, fechando o top 10 dos mais felizes.

O ranking completo ainda não foi divulgado, e o Brasil, que na última parcial ocupava a trigésima segunda posição (à frente de Espanha, Itália e Portugal) não foi sequer citado pela pesquisa.

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